por Leandro RavagliaAo contrário do Orkut e, mais antigamente, no MSN (onde já entrou passando a pica em todo mundo), o Twitter ainda não tinha dado fruto nenhum. Apesar do monte de gostosas que segue ou por quem é seguido, ainda estava liso no serviço.
- Esse Twitter é maneiro, amigo?
- Cara, é sim.
- Mas come gente?
- Olha, fio... vou te ser sincero, tô liso ainda. Não comi ninguém por lá.
- Não? Ué? Então pra que tu tem essa porra?
- ...
Boa pergunta.
- Tava na pilha de fazer uma parada dessas pra mim, mas queria se rolasse pegação.
- Fio, não sei. Nunca ouvi papo de pegação por lá não. Pra falar a verdade, nego meio que fica lá se falando e tal, mas nunca vi nem mobilização pra se encontrar, se conhecer de verdade....
- Pô, boa merda isso então. Quero não.
Apesar do tom aborígene do amigo, ele estava certo em parte. De que adianta passar o dia nessa porra, se no final morre na punheta? E nem webcam o Twitter tem...
Entrou facinho no dia seguinte.
“Hoje eu como gente nessa porra!”
Saiu mandando mensagens diretas pras mais bonitonas dos seus contatos.
“Queria ver você do pescoço pra baixo”.
Talvez um dos recursos das mais populares seja o ar blasé. Receber um reply de algumas é fato comemorado pela nerdaiada como se fosse um boquete da Paris Hilton. E boquete deixando filmar.
Silêncio solene na caixa de mensagens.
Estava desanimando quando piscou o alerta de e-mail. O primeiro reply veio de uma das mais interessantes.
“Tem fotos no Orkut. Me acha lá”
Pelo tipo, loira, olhos claros e cara de européia, imaginou logo: “lá vem álbum conceitual: foto do cotovelo, sombra do pé na parede, gato dormindo, pôr do sol...”
A foto de biquíni já na capa do álbum foi um cala a boca sonoro.
Mensagem direta nela.
“Paçomáoein?”
A resposta veio rápida.
“Tô lendo seu blog. Tenho webcam e lingerie. ;-)”
Em outra situação, já colocaria o kit punheta (vinho, hidratante e papel higiênico) do lado do computador e chamaria para o show, mas tava querendo real.
O convite foi um pé no gogó.
“Se você tá lendo o blog mesmo, que tal me mostrar sua lingerie ao vivo? E na rua?”
Respondeu rápido novamente:
“Não sei. Vai que você é um maníaco?”
Devolveu:
“Se eu não fosse, acho que você iria ficar muito decepcionada”
A moça apareceu no GTalk. Malandrinha.
- E aí, cretino?
- E aí, dentista? Impossível não fazer a piada: fiquei de boca aberta com tuas fotos de biquíni.
- Pfffff... esperava mais de você, hein? Essa é batida, e mesmo quando era nova, era ruim.
- Vou tentar melhorar com o tempo.
- Torço por você! ;-)
- E então? Temos lingerie e webcam, é?
- Pois é. Li um negócio lá de chá de lingerie que me deixou bem “animada”.
- Que bom! E o que você costuma fazer quando fica assim?
- Me masturbo com alguém olhando.
- Já fez isso muitas vezes?
- Não. Mas foram poucas e boas.
- E isso é sempre pela webcam?
- Aham.
- Não tem vontade de fazer real não.
- Mas pra que eu iria me masturbar se tem alguém comigo pra fazer isso?
- Pra animar as preliminares. E pra testar, quanto tempo a pessoa consegue resistir e só olhar.
- Hummmm... tentador, hein?
- Eu acho.
- E onde seria isso?
- Lugar público, óbvio.
- Exemplo?
- Metrô é o primeiro que me vem à cabeça.
- Ah é? Por quê?
- Porque no último horário ou no primeiro, ele vai vazio. Fora isso, ainda tem os canos. Dá pra rolar um pole dance em movimento.
- Oooooooolha! Nunca tinha pensado nisso.
- Tá vendo como a vida pode ser mais animada que uma siririca na webcam?
- HAHAHAHAHAHAHA. Verdade. Mas e então?
- Eu é que te pergunto. E então?
- É, acho que vou arriscar o passeio. Na pior das hipóteses, paro na siririca e você que se foda.
- HAHAHAHAHAHAHA. Então tá. Vamos ver se você tem esse controle todo.
- ;-)
Já estava relaxado quando recebeu outra resposta via e-mail.
“Te mostro o pescoço pra baixo se você mostrar da cintura pra baixo”.
Famosa pelas postagens de teor sempre sexual, a menina não era de rodeios. Resolveu pilhar.
“Gosto das tuas postagens, mas acho que você é fake”.
A resposta veio rápido de novo.
“Então eu acho que você é viado. Vai tomar no seu cu!”
Espirituosa, vai?
A loira mandou um e-mail.
“Tô em dúvida sobre os modelitos. Tenho as roupas íntimas abaixo. Qual você acha mais apropriada pra um passeio de metrô?”
Anexadas, as fotos de um conjuntinho vermelho e preto e outro branco com lacinhos cor de rosa em cima da cama. Já tinha a sua preferência, mas é claro que valia atiçar. Respondeu:
“Os dois são lindos, mas depende muito do seu tom de pele”.
O reply veio sem título. Com uma foto anexa. Nela, a bela dentista aparecia sem roupa com a calcinha rosa dobradinha, tampando a buceta e a preta com os elásticos esticados, cobrindo os mamilos.
“Espero que ajude a decidir. ;-)”
Chamou no GTalk.
- Tive uma idéia.
- Ah é? Sobre?
- Sobre as calcinhas.
- Conte.
- Leva as duas. Quero que você troque no metrô.
- Geeeeente! Tu é pior do que eu pensava.
- O esporte é radical, baby. ;-)
- Tá bom. Combinado. Te encontro aonde?
- No Belmonte.
- Tá bom. Tô indo de carro. Deixo aonde lá?
- Na frente dele mesmo. Funciona a madrugada toda.
- Tá bom. Até daqui a pouco.
- Bj.
Ficou ansioso. Não se conteve e teve que contar ao amigo.
- Aí, vou comer gente hoje, fio.
- Quem é?
- Uma mina do Twitter.
- Porra! Tu não disse que não comia gente de lá?
- Pois é. Acho que nunca tinha entrado na função.
- E aí? Quem é?
- Essa ó.
Mandou o link do Orkut.
- Álbum trancado, imbecil.
- Ah é. Essa, ó.
Mandou pro amigo a foto da moça de lado, fazendo tipo modelinho.
- Eta ferro! Maneira, hein?
- Né?
- Muito. Mas e aí?
- E aí que eu vou sair com ela agora. Vamos dar uma voltinha de metrô.
- Ah, pára moleque!
- O que foi?
- Porra! Leva a mina pra um motel, cara.
- Motel é broxante.
- Pode crer. Maneiro é metrô.
- Você não tem espírito de aventura, fio.
- E você é retardado.
- Ok.
Seguiu para o ponto de encontro. Quando chegou, a dentista já o esperava.
- Já tava indo embora.
- Mentirosa. Tava nada.
- Tava sim. Tô perdendo o tesão já.
- Duvido. Tá com mais ainda. Mulher gosta de esperar. De perder o papel de “prêmio da noite”.
- Ihhhh... tá lendo o Manual do Cafajeste demais, hein? Não é por aí não.
- Mas e então? Vamos tomar um chopinho, ir pra algum lugar?
- Oi?
- O que você quer fazer?
- O que eu quero fazer? Tá de sacanagem com a minha cara?
Nessas horas, fazer o bobo é muito bom. Pra mulher ver como é irritante.
- Não pô... mas de repente você quer dar uma volta, beber alguma coisa.
- Você sabe bem o que eu quero beber. Pro metrô, anda!
“Hummm... mandona. Adoooooooooooooro!”
O vestidinho era curto. Desceu as escadas do metrô na frente e mandou que ela esperasse até que ele chegasse lá embaixo. Olhou pra cima e mandou que ela descesse e levantasse a saia. A primeira calcinha da noite era a preta e vermelha.
- Ficou bonita.
- Ficou?
- Aham. Abaixa.
- Abaixa o quê?
- A calcinha. Desce o resto da escada sem.
- Aqui?
- Pára de perguntar e tira logo essa porra.
- Tá.
Quando a dentista abaixou a calcinha, mostrou a bucetinha completamente raspada.
- Carequinha, é?
- Aham. Gosta?
- Não sei. Tenho que testar. Traz ela aqui.
A menina parou na escada uns três degraus acima dele. Levantou a sainha e mostrou a pepequinha careca e molhada.
- Já tá assim? Que delícia!
- Vamos pro vagão logo? Vai passar gente aqui.
- Se passar aqui, vai pro metrô e estraga a nossa festa de qualquer jeito. Deixa eu te chupar.
- Aqui não dá.
- Empina, anda.
- Não tem como.
- Empina. Agora.
- Vai passar gente.
- Empina essa buceta agora!
Embora a menina não se mexesse, ele foi abaixando e indo em direção ao meio de suas pernas. Chegou bem perto e ficou por um tempo só olhando, respirando perto e fazendo com que ela o sentisse ali. Quando soprava, via os pelinhos da coxa arrepiando. Encostou a língua em seu grelinho e a deixou parada nele, movendo só os lábios em volta. A menina o segurou pela cabeça e o puxou pra dentro de si, exatamente como as mulheres reclamam quando a gente faz.
- Vamos descer. Quero chupar seu pau!
Ele não respondia. Passava a língua quente entre as pernas da menina e massageava seu cuzinho com a ponta do dedo. Cuspiu nele, colocou a ponta pra dentro e o girava pra um lado e pro outro enquanto brincava com o clitóris na boca.
- Não faz isso... não quero gozar ainda...
Continuou não respondendo. Ela puxava seu cabelo e começava a gemer. Ele sentiu os joelhos onde se segurava começarem a tremer.
- Goza na minha cara, sua dentista putinha.
Sentiu o peso na menina descer todo sobre o seu rosto. Ela encaixou a buceta em seu nariz e rebolava enquanto ele a lambia. Ele colocou o pau pra fora e se masturbava enquanto a loira o molhava o rosto com a buceta. De repente, passos na escada.
- Vem gente!
Completamente descabelado, suado, ofegante e com a cara toda melada de xoxota, ele fingia que estava amarrando o sapato enquanto a menina de uns vinte e poucos anos passou por eles. A dentista estava com muito tesão.
- Vamos agora, por favor! Não pára o que você estava fazendo.
Passou pra trás dela, colocou a mão em sua bunda e foram pra bilheteria. Enquanto ela pedia os bilhetes, enterrou o dedo médio inteiro em seu rabo.
- Me dá dois bilheeEeEEEEe... ssss... tes.
O funcionário não entendeu o que ela disse.
- Como senhora?
- Me dá dois...
Enfiou-lhe o dedo de novo. Controlada, ela o apertou com o esfíncter e continuou pausadamente o pedido ao bilheteiro.
- ... bi-lhe-tes u-ni-tá-ri-os.
- Aqui estão.
- Obrig.... ssssssssss,... ada.
Seguiram em direção à plataforma.
- Tarado maluco!
- Gosta atrás, né?
- Nem vem. Quero que você coma a minha buceta!
- Ninguém disse que eu não vou comer.
- E quero que você continue de onde parou.
- Vai ser um prazer, meu bem.
Na plataforma, a menina que cruzou com eles na escada os olhava o tempo inteiro. Certamente percebeu o que estava acontecendo.
- Ali, ó. A menina te viu sendo chupada na escada. Que vergonha, hein? Uma dentista tão respeitável dando na rua igual puta.
- Me chama de puta de novo.
- PU-TA.
Ele virou pra trás e, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, colocou o dedo indicador em riste nos lábios e sorriu.
- Shhh!